Programa de Voluntariado Corporativo da Petrobras
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Nas últimas semanas devido à tragédia na região serrana do Rio de Janeiro e a ajuda às vítimas, o Hemorio – Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti viveu dias de movimento recorde de doadores. Segundo Marcos Araújo, que há sete anos trabalha como assessor de comunicação do instituto, ele nunca tinha visto nada igual. Nem ele, nem colegas que estão há 30, 40 anos no instituto. Na sexta-feira, dia 14 de janeiro, eles atenderam 1320 pessoas, sendo que a média de um dia normal não passa de 310 doadores e a capacidade de atendimento diário do Hemorio é de 600 doadores. Eles tiveram que chamar os profissionais da equipe que estavam de férias e pedir ajuda a parceiros para alimentar os doadores que chegaram a ficar seis, sete horas na fila e entraram em processo de jejum prolongado o que não pode. Agora a preocupação da equipe do Hemorio é manter a mobilização e fidelizar esse doador. Para isso a informação é primordial. Fomos saber mais sobre a doação de sangue.
1- As pessoas costumam achar que é preciso fazer jejum para doar sangue associando a doação com exame de sangue (hemograma). O jejum não é recomendado?
Marcos Araújo – Os doadores não devem estar em jejum. Normalmente, o doador permanece no Hemorio cerca de 40 minutos, desde o momento que é atendido na recepção, triagem, exame médico até sentar na cadeira e fazer a doação. A coleta em si dura de sete a 10 minutos. Quando percebemos com todo aquele movimento que os doadores na fila por horas estavam entrando em processo de jejum prolongado, acionamos parceiros que prontamente nos atenderam. Uma cadeia de fast food enviou 800 sanduíches e uma indústria de bebidas mil e 200 latas de suco. Foi uma verdadeira operação de guerra.
2- A maioria da população não sabe que o sangue é perecível. O que é feito com o sangue após a doação?
Marcos Araújo – A bolsa de sangue é centrifugada e fracionada, dividida em três partes: hemácias, plaquetas e plasma. As plaquetas, por exemplo, só duram cinco dias. Depois de enchentes como a da região serrana do Rio, começam os casos de leptospirose e as vítimas vão precisar de transfusão de plaquetas. As hemácias duram um pouco mais, cerca de 35 a 40 dias.Por isso, estamos pedindo à população que continue doando, mas que agende a doação para que possamos renovar os estoques. Não apenas para enviar à região serrana, mas para termos como prevenção. Vem aí o carnaval, a cidade está cheia de turistas, precisamos estar preparados para qualquer emergência.
3 – Os doadores que atenderam ao apelo do Hemorio nas últimas semanas eram pessoas que doavam pela primeira vez?
Marcos Araújo – Pelo cadastro observamos que a maioria era. Mesmo porque os doadores regulares não poderiam doar, pois é preciso respeitar um intervalo entre as doações. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o ideal é que 3% a 5% da população doe sangue. No Brasil a média é 1,8%. Se compararmos com outros países como o Japão, onde 7% da população é doadora regular, estamos muito abaixo. Países da Europa como França e Inglaterra, também é um hábito a doação de sangue. Se cada brasileiro doasse sangue pelo menos uma vez por ano teríamos sempre estoques renovados.
Mais detalhes sobre pré-requisitos e impedimentos temporários para doar:
0800 -2820708 – Disque Sangue
(21) 2332-8629 – Hemorio
http://www.hemorio.rj.gov.br/
http://www.anvisa.gov.br/sangue/legis/resolucoes.htm