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Estamos numa época em que muitos animais ditos de estimação, são abandonados a própria sorte. A família viaja de férias e sem poder levar junto o animal, o descarta como se fosse um objeto usado. São deixados na rua ou então, ficam presos sozinhos em casa com água e ração que os donos acreditam ser suficientes para os dias de ausência. Fora isso, muitos são os casos de maus tratos, como de animais usados de forma indiscriminada para transporte de carga, atração de espetáculo circense e experimentos científicos. Apesar da existência da Declaração Universal dos Direitos dos Animais - proclamada pela Unesco em 1978 – e de leis federais, estaduais e municipais de proteção, o desrespeito é grande. Tanto que existem inúmeras entidades que voluntariamente protegem os animais, também chamados por eles de nossos “amigos não humanos”. Basta uma rápida pesquisa pela Internet para encontrarmos grupos espalhados por todo país que abrigam, fazem atendimentos veterinários, castram para evitar a superpopulação e estimulam a adoção ao invés da compra de animais. Todos lutam para conscientizar a sociedade da importância do bem estar animal.

Uma das mais antigas instituições com esse fim é a Suipa – Sociedade União Internacional Protetora dos Animais, que há quase 70 anos atua sobrevivendo das doações de seus sócios. Ela é a primeira do Rio de Janeiro e a segunda mais antiga do Brasil. Mesmo com todo reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo desses anos, a Suipa, assim como a maioria das instituições que atuam nessa área, enfrenta dificuldades financeiras. Sem contar as dificuldades de espaço físico para acomodar todos os animais resgatados na rua e os que são deixados em sua porta. Para atender as muitas demandas as instituições criam programas. No caso da Suipa, são nove programas: Suipa Viva, Rabinhos Felizes, Síndico Legal Permite Animal, Programa de Cadastramento de Animais, o SOS Sobrinhos (programa de auxílio veterinário), PATA (programa de auxílio técnico animal), Pet Shop Legal Não Vende Animal, Adote um Focinho Carente, PAVEM (programa de assistência veterinária móvel).

São programas que cobrem desde a troca de afeto entre humanos e não humanos, como o programa Rabinhos Felizes quando animais (os “sobrinhos” como são chamados os animais na Suipa) visitam orfanatos, escolas especiais, creches, asilos e sanatórios para um trabalho gratuito de terapeuta, até o auxilio veterinário e alimentício do programa SOS Sobrinhos, prestado aos animais que vivem em cemitérios, presídios, delegacias, parques ou estão sob responsabilidade de protetores independentes, comprovadamente carentes. Nesse programa também estão incluídos os resgates feitos com a ambulância da Suipa.

Entre todas as instituições existem algumas lutas em comum como a castração, principalmente de cães e gatos, para evitar a reprodução sem controle e o consequente aumento do abandono dos animais. E também o estímulo constante da adoção. Uma adoção consciente de que animais não são brinquedos, são seres que vivem em média 15 anos (no caso dos cachorros) crescem, envelhecem e precisam de cuidados e atenção. No geral, a adoção é acompanhada pelas instituições que fazem algumas exigências aos interessados e promovem eventos em locais públicos de grande circulação onde levam os candidatos a adoção.

Há muitas formas de colaborar com essas instituições na proteção dos animais. Para obter mais informações sobre o trabalho de algumas delas e de como ajudar voluntariamente, seguem endereços de sites:

http://www.suipa.org.br;
http://www.wspabrasil.org;
http://www.clubedosviralatas.org.br;
http://www.duasmaosquatropatas.com.br